Histórico

A Usina Batatais produz açúcar e etanol, adotando práticas sustentáveis como principal direcionador de negócio. Os investimentos em gestão e tecnologia já propiciaram a mecanização do plantio e colheita em 100%. Com uma equipe de aproximadamente 4.000 colaboradores, a empresa é a grande geradora de empregos nos municípios onde atua.

1985
1991
1993
2004
2007
2009
2014
2016
2018

1985

Fundação da Destilaria Batatais.

1991

Bernardo e Lourenço Biagi tornam-se os acionistas controladores da empresa.

1993

Início da produção de açúcar.

2004

Início do plantio da cana-de-açúcar em Lins.

2007

Planta Industrial de Lins entra em operação.

2009

Ciclo de investimentos em Lins para aumento de moagem, produção de açúcar e produção de anidro.

2014

Decisão sobre a saída da Copersucar.

2016

Saída efetiva da Copersucar. Conquista do recorde de moagem e geração de caixa, sendo reflexo das novas políticas de comercialização.

2018

Início das obras de ampliação da Usina Lins para aumento da capacidade de moagem e produção de etanol.

Unidades

A empresa possui duas unidades industriais, nas cidades de Batatais e Lins, ambas localizadas no Estado de São Paulo.

  • Capacidade de Moagem: 4.250 mil ton
  • Cana Própria: 70%
  • Raio Médio: 27 km
  • Área de Corte: 46.074 ha
  • Comercialização do Açúcar: 100% Ferrovia
  • Armazenagem: 45% para Etanol e Açúcar
  • Capacidade de Moagem: 3.100 mil ton
  • Cana Própria: 84%
  • Raio Médio: 29 km
  • Área de Corte: 37.865 ha
  • Comercialização do Açúcar: 100% Ferrovia
  • Armazenagem: 58% para Etanol e Açúcar

Localização

Localizadas no principal estado consumidor de açúcar e etanol do Brasil, e próximo a importantes terminais logísticos do País.

Diferenciais Competitivos

A Usina Batatais busca aprimorar constantemente a qualidade de seus processos produtivos, a excelência de sua equipe e a implantação de ações, avaliando sempre o impacto das mesmas nos ambientes em que está inserida.

100% do plantio e colheita mecanizados.

100% de cana contratada reduz o risco de variação de preço da matéria prima.

Produtividade agrícola e eficiência industrial acima da média do setor.

Estratégia de comercialização com resultados superiores aos pares do setor.

Capacidade de armazenagem que beneficia a estratégia comercial.

Logística eficiente utilização dos modais ferroviário e dutoviário.

Estrutura de capital robusta alta liquidez e baixa alavancagem financeira.

Diretoria profissionalizada com profunda experiência no setor.

Processo Produtivo

A cana-de-açúcar chegou ao Brasil em 1532 e atualmente é a segunda maior fonte de energia renovável do país. Conheça como a cana-de-açúcar se transforma em produtos presentes no nosso dia-a-dia.

Mercado Sucroenergético

Produção de Cana-de-Açúcar no Brasil

O Brasil apresenta vantagens competitivas para produção de cana-de-açúcar dado seu clima favorável e desenvolvimento de tecnologias agrícolas e industriais direcionadas ao setor. Tais características permitem que a cana-de-açúcar no Brasil apresente viabilidade econômica para ser colhida de cinco a sete vezes sem necessidade de replantio e maior quantidade de ATR (açúcar recuperável total) por tonelada de cana-de-açúcar colhida. A produção de cana-de-açúcar concentra-se na região Centro-Sul do país, dado que o solo, a topografia, o clima e a disponibilidade de terras são favoráveis para tal cultivo sendo esta região responsável por mais de 90% da produção brasileira de cana-de-açúcar. A evolução do processamento de cana-de-açúcar tem forte relação com as políticas de incentivo industrial e utilização de novas tecnologias, como o carro flex, por exemplo.

Volume de cana-de-açúcar processada no Brasil
(Em milhões de toneladas)

Fonte: Unica

Mercado de Etanol

O mercado doméstico consome 95% do etanol produzido no Brasil, sendo utilizado principalmente como combustível direto (etanol hidratado) ou mistura para gasolina (etanol anidro), ambos atendendo a demanda por combustível do país. A demanda de combustível pelo setor de transportes é influenciada por mudanças na economia do país apresentando forte correlação com o PIB real. Períodos de ascensão econômica geram estímulo à compra de veículos próprios, movimentação do mercado para fretes e maior utilização da frota, gerando aumento no consumo de combustíveis.

Demanda por combustível e PIB
(Em milhões de m³ e percentagem, respectivamente)

Fonte: ANP e IPEA

Devido ao recente período de recessão na economia brasileira, o consumo de combustível equivalente nos últimos anos se manteve praticamente estável. Porém, considerando a perspectiva de aquecimento da economia para os próximos anos, é esperado aumento do consumo no mercado de combustíveis. Estimativas da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) apontam para um déficit de combustível de cerca de 3 bilhões de litros (em gasolina equivalente) em 2025. Considerando que esse déficit seja atendido por etanol, dadas as limitações para importação da gasolina, teríamos uma demanda de 4,3 bilhões de litros de etanol adicional ao crescimento da oferta já projetado de 5,0 bilhões.

Mercado Nacional de Etanol em Déficit
(Em milhões de m³ - em gasolina equivalente)

Fonte: EPE

Outro fator preponderante para o aumento do consumo de etanol é a participação cada vez mais representativa da frota flex na matriz de consumo de combustíveis. A produção desses veículos em escala comercial iniciou-se em 2003, e em 2017 representava 75% dos veículos nacionais.

Frota total por tipo de combustível
(Em milhões de veículos)

Fonte: Unica

O motor flex pode utilizar misturas de gasolina e etanol em qualquer proporção como combustível, fazendo com que esses produtos sejam concorrentes. A escolha do combustível na maioria dos casos é feita considerando uma proporção entre os preços e uma relação de paridade de eficiência operacional relacionada ao poder calorífico dos dois combustíveis. De forma generalizada, é assumido que se o preço do etanol estiver até 70% do preço da gasolina o melhor custo benefício é abastecer o carro flex com o biocombustível. Dessa forma o consumo de etanol e a paridade do preço do etanol e da gasolina possuem forte correlação. Considerando o preço atual da gasolina, o preço do etanol na paridade remunera o produtor e incentiva o consumo do etanol.

Vendas de Etanol Hidratado no Centro Sul e Paridade Hidratado/Gasolina
(Em mil m³ e percentagem, respectivamente)

Fonte: EPE

Mercado de Açúcar

A demanda mundial de açúcar cresce continuamente à uma taxa média de 2% a.a. desde 2006 e tem perspectivas de manter esse crescimento até 2025 (OECD – FAO). Dentre os fatores que dão sustentação a esse crescimento na próxima década, podemos destacar: i) crescimento do consumo per capita e ii) crescimento da população mundial, que até 2050 pode chegar à quase 10 bilhões de pessoas, segundo o Banco Mundial. O aumento do consumo per capita estará relacionado ao crescimento do poder aquisitivo e migração de populações rurais para áreas urbanas, onde o consumo de açúcar tende a ser maior. De fato, os consumidores de açúcar se encontram principalmente em áreas urbanas, cuja população deve aumentar em 1 bilhão até 2030, segundo dados divulgados pelo Banco Mundial.

Histórico e Projeção da Demanda Mundial de Açúcar
(Em milhões de toneladas)

Fonte: OECD - FAO

Tal migração leva a projeções do crescimento urbano tão relevantes quanto as projeções para crescimento médio populacional, e estima-se que o consumo mundial de açúcar atinja 200 milhões de toneladas em 2024, segundo dados da OECD-FAO Agricultural Outlook.

Fatores de Crescimento da Demanda de Açúcar
(Em milhões de toneladas)

Fonte: OECD-FAO Agricultural Outlook 2016-2025 / World Bank DataBank Health Nutrition and Population Statistics

Aproximadamente 1/3 do açúcar consumido é resultado de exportação, sendo o Brasil responsável por cerca de 50% desse volume. Tal representatividade destaca a importância da produção brasileira para o abastecimento mundial.

Relevância do Brasil na Exportação Mundial de Açúcar
(Em percentagem)

Fonte: OECD - FAO

Conforme afirma a USDA, os preços mundiais de açúcar são caracterizados por forte volatilidade e são influenciados principalmente por oferta e demanda (a oferta sendo por sua vez influenciada por fatores climáticos) e níveis de estoques mundiais.

Em período recente, até meados de 2015, o mercado mundial de açúcar viveu um período de oferta mundial superior à demanda, fruto de um aumento de oferta de alguns países, especialmente o Brasil, o qual priorizou a produção de açúcar em detrimento ao etanol por conta da rentabilidade de cada commodity. Essa situação levou a uma queda nos preços de açúcar. No entanto, a partir do último trimestre de 2015, com a percepção do mercado de que haveria déficit na relação oferta e demanda mundial por influência de questões climáticas e desincentivo de produção por conta de preços baixos, o preço do açúcar começou a reagir. Projeções apontam para um superávit acima de 5 milhões de toneladas de açúcar na safra 17/18, pressionando os preços da commodity.

Balanço Mundial de Açúcar e Preço do Açúcar
(Em milhões de toneladas e R$/Saca, respectivamente)

Fonte: USDA – CEPEA

Dado que a maioria dos produtores de açúcar brasileiros podem optar por produzir etanol, e a flexibilidade que os produtores nacionais possuem para alteração do mix de produção, a oferta mundial de açúcar é influenciada pela atratividade do etanol no Brasil e as arbitragens que podem ser feitas pelos produtores brasileiros. Caso o mix seja mais alcooleiro na safra 18/19, o Brasil terá uma produção de açúcar de cerca de 5 milhões de toneladas menor frente ao realizado na safra anterior, essa redução seria extremamente relevante para o reequilíbrio da oferta e demanda do mercado.

Mix de Produção no Centro-Sul
Fonte: UNICA

Cenário de Preços

Os preços do açúcar são fortemente dependentes do mercado internacional, enquanto os preços do etanol são majoritariamente ditados por características locais, segundo informações da CONAB. Assim, observa-se uma dinâmica em que preços mais vantajosos de um produto podem levar a aumento de oferta desse produto por parte dos produtores, por exemplo, através do ajuste do “mix” de suas fábricas, podendo então ocasionar redução dos preços de mercado do mesmo e re-equacionar a situação.

O preço de comercialização do açúcar no Brasil é formado principalmente pelo preço da commodity no mercado internacional, representado pelos valores negociados na bolsa de Nova York (NY Sugar#11), e pela taxa de conversão do dólar para reais. A desvalorização do real frente à moeda americana em conjunto com o déficit global do açúcar elevou seu preço em reais na safra 16/17 a patamares muito superiores às safras anteriores. Na última safra, houve uma correção nos preços reflexo da configuração do superávit global de açúcar no mercado internacional, conforme detalhado acima.

Relação do Câmbio no Mercado de Açúcar
Fonte: The ICE NY11 e Bacen

O preço de início da safra 18/19 do etanol mostra uma valorização de cerca de 45% em relação ao preço do início da safra anterior. O preço do etanol, quando comparado ao preço do açúcar equivalente, paga, nesse mesmo período, um prêmio de 34%, remunerando melhor o produtor. Desta forma, as companhias sucroenergéticas devem priorizar a produção de etanol em detrimento ao açúcar, buscando maior rentabilidade.

Preços Equivalente do Etanol e Açúcar e Prêmio do Etanol
Fonte: The ICE NY11 e Bacen

Renovabio

O RenovaBio é uma política de Estado de descarbonização do transporte. O objetivo é valorizar os biocombustíveis incluindo metas de uso desses produtos e negociações de créditos de descarbonização (CBios) na bolsa. O programa está em fase de aprovação pelos órgãos responsáveis e após implementado resultará em ganhos para o setor.

Programas Socioambientais

Programa de Adequação Ambiental

O Programa de Adequação Ambiental das Usinas Batatais e Lins já completou, até 2018, o plantio de 2.600 milhões de mudas de árvores em margens e nascentes de rios em fazendas que a empresa utiliza para plantio, incluindo áreas próprias, de fornecedore e parcerias. Essas regiões são consideradas Áreas de Preservação Permanente (APPs) e são protegidas por lei, até como necessidade de preservação da própria vida humana.

A empresa possui um viveiro próprio, localizado na cidade de Batatais - SP, com capacidade de produção de 150 mil mudas por ano. A iniciativa conta com a parceria do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal - LERF da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP).

Bola Bacana

O projeto foi elaborado através de um processo, em que o desenvolvimento esportivo do indivíduo esteja atrelado ao seu envolvimento nas atividades escolares. O esporte é a ferramenta de auxílio no processo de educacional, social e de saúde do ser humano.

São desenvolvidas a prática de atividades de treinamento, nas modalidades Basquetebol, Futsal, Handebol e Voleibol.

Certificações

A Usina Batatais S/A mantém um rigoroso padrão de excelência operacional, atendendo todos os requisitos exigidos pelo mercado, garantindo aos clientes e consumidores um produto seguro e de qualidade.

  • FSSC 22000


    A empresa é certificada desde novembro de 2013. A FSSC 22000 é reconhecida pela iniciativa global de segurança do alimento (GFSI). Isso permite que a organização utilize a norma FSSC 22000 para atender aos requisitos de diversos varejistas globais ou grandes marcas usando um único sistema de gestão da segurança de alimentos reconhecido internacionalmente.

  • ISO 22000


    Desde de 2012, a empresa é certificada pela norma, garantindo em toda cadeia produtiva, ou seja, da lavoura (cana-de-açúcar) até o consumidor final, todas as informações sobre matérias-primas, insumos, todos os tipos de materiais, que faça parte ou tenha influência em qualquer etapa do processo. Com base nestes dados é possível ter a rastreabilidade completa do produto final (açúcar), conseguindo assim identificar e controlar os possíveis riscos e perigos de contaminações existentes em um processo produtivo.

  • ETANOL MAIS VERDE


    O Certificado Etanol mais Verde faz parte do Protocolo Agroambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. O selo comprova que as empresas estão cumprindo o compromisso de produzir etanol de forma sustentável, respeitando os recursos naturais e controlando a poluição, sem descuidar da população da região e nem prejudicar o desenvolvimento regional.