Histórico

A Usina Batatais produz açúcar e etanol, adotando práticas sustentáveis como principal direcionador de negócio. Os investimentos em gestão e tecnologia já propiciaram a mecanização do plantio e colheita em 100%. Com uma equipe de aproximadamente 2.000 colaboradores, a empresa é a grande geradora de empregos no município onde atua.

1985
1991
1993
2004
2007
2016
2020

1985

Fundação da Destilaria Batatais.

1991

Bernardo e Lourenço Biagi tornam-se os acionistas controladores da empresa.

1993

Início da produção de açúcar.

2004

Início do plantio da cana-de-açúcar em Lins.

2007

Planta Industrial de Lins entra em operação.

2016

Saída efetiva da Copersucar.

2020

Em razão de uma cisão com reestruturação societária, as Usinas Batatais e Lins tornaram-se independentes.

Unidade

A empresa possui uma unidade industrial, na cidade de Batatais, localizada no Estado de São Paulo.

  • Capacidade de Moagem: 4.150 mil ton
  • Cana Própria: 75%
  • Raio Médio: 27,4 km
  • Área de Corte: 46.443 ha
  • Comercialização do Açúcar: 100% Ferrovia
  • Armazenagem: 45% para Etanol e Açúcar

Localização

Localizada no principal estado consumidor de açúcar e etanol do Brasil, e próximo a importantes terminais logísticos do País.

Diferenciais Competitivos

A Usina Batatais busca aprimorar constantemente a qualidade de seus processos produtivos, a excelência de sua equipe e a implantação de ações, avaliando sempre o impacto das mesmas nos ambientes em que está inserida.

100% do plantio e colheita mecanizados.

100% de cana contratada reduz o risco de variação de preço da matéria prima.

Produtividade agrícola e eficiência industrial acima da média do setor.

Estratégia de comercialização com resultados superiores aos pares do setor.

Capacidade de armazenagem que beneficia a estratégia comercial.

Logística eficiente utilização dos modais ferroviário e dutoviário.

Estrutura de capital robusta alta liquidez e baixa alavancagem financeira.

Diretoria profissionalizada com profunda experiência no setor.

Processo Produtivo

A cana-de-açúcar chegou ao Brasil em 1532 e atualmente é a segunda maior fonte de energia renovável do país. Conheça como a cana-de-açúcar se transforma em produtos presentes no nosso dia-a-dia.

Mercado Sucroenergético

Visão Geral

O açúcar é uma commodity de consumo básico, produzido a partir da cana-de-açúcar e da beterraba em várias partes do mundo. Segundo dados da U.S. Department of Agriculture (“USDA”), o Brasil se posiciona como um dos maiores exportadores do produto no mundo desde 1995, sendo que o volume de produção na safra 2019/20 correspondeu a, aproximadamente, 18% (dezoito por cento) do volume mundial de açúcar, o qual, foi de 181 (cento e oitenta e um) milhões de toneladas, apresentando taxas médias históricas de crescimento de 1,62% a.a. (um inteiro e sessenta e dois por cento ao ano) nos últimos 10 (dez) anos.

Podendo ser fabricado a partir das matérias-primas do açúcar, como a cana-de-açúcar e a beterraba, mas também por meio do milho, o etanol é amplamente utilizado como combustível renovável. Os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais desse biocombustível, com base no milho, seguido pelo Brasil, com base principalmente na cana-de açúcar.

Tanto o açúcar quanto o etanol são fabricados a partir da extração e processamento de sacarose extraída de recursos naturais (o etanol também podendo ser originado de moléculas de glicose e frutose, além da sacarose). No caso do açúcar, o produto final é obtido através de um processo que inclui o cozimento e a cristalização do caldo extraído do vegetal, enquanto que, no caso do etanol, o processo envolve a fermentação e destilação.

Por possuírem partes em comum no processo produtivo, como a obtenção e moagem da matéria-prima e a extração do caldo com moléculas de sacarose, muitas unidades produtoras apresentam adaptações para poderem direcionar parte da sacarose contida na cana-de-açúcar à produção de açúcar, e a outra parte à produção de etanol.

Em muitas fábricas, o percentual da sacarose direcionado a açúcar ou a etanol é regulado a cada safra, respeitando certas limitações impostas pelas características do processo e do ativo instalado (“mix”). Verifica-se uma relação de competição entre os dois produtos por matéria-prima, de modo que, dada uma determinada quantidade de matéria-prima ofertada, o aumento de produção de um produto leva à redução da produção do outro.

Produção de Cana-de-Açúcar no Brasil

O Brasil, em razão de seu clima favorável e do desenvolvimento de tecnologias agrícolas e industriais direcionadas ao setor sucroenergético, apresenta vantagens em relação a outros países na produção de cana-de-açúcar. Tais características permitem que a cana-de-açúcar brasileira apresente viabilidade econômica para ser colhida por vários ciclos (seis anos em média), sem a necessidade de replantio.

Além disso, os desenvolvimentos tecnológicos no Brasil levaram a um aumento na taxa de produção por hectare, aumento do conteúdo de Açúcar Total Recuperável (“ATR”) por tonelada de cana-de-açúcar colhida, além de redução das perdas industriais durante a produção de açúcar e etanol, o que resultou em um aumento no volume de produtos produzidos a partir de uma mesma área de colheita.

No Brasil, a produção de cana-de-açúcar se concentra na região Centro-Sul, onde o solo, a topografia, o clima e a disponibilidade de terras são favoráveis para seu cultivo. Essa região é responsável por mais de 90% (noventa por cento) da produção nacional de cana-de-açúcar, segundo dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (“UNICA") relativo às últimas oito safras.

O gráfico abaixo representa a evolução do volume de moagem de cana-de-açúcar no Brasil desde o ano de 2003. Os anos mostrados no gráfico são “anos-safra”, que possuem base iniciando em abril de um ano e finalizando 12 (doze) meses após, em março do ano subsequente.

Volume de cana-de-açúcar processada no Brasil
(Em milhões de toneladas)

Elaborado pela FG/A Fonte: Unica

Etanol

Na última década, a produção mundial de etanol combustível apresentou forte crescimento. Nesse segmento, Estados Unidos e Brasil, em conjunto, produzem cerca de 93 milhões de m³ (noventa e três milhões de metros cúbicos), representando 84% (oitenta e quatro por cento) da produção mundial.

Produção Mundial de Etanol Combustível por País desde 2014
(Em milhões de m³)

Elaborado pela FG/A Fonte: Renewable Fuels Association

O mercado doméstico consome 95% (noventa e cinco por cento) do etanol produzido no /Brasil, sendo utilizado principalmente como combustível direto (etanol hidratado) ou mistura para gasolina (etanol anidro), atendendo em 2019 aproximadamente 47% demanda por combustível do país.

Outro fator preponderante para o aumento do consumo de etanol é a participação cada vez mais representativa da frota flex (veículos movido a etanol e gasolina) na matriz de consumo de combustíveis. A produção desses veículos em escala comercial iniciou-se em 2003 e, em 2019, representava 79% (setenta e nove por cento) dos veículos nacionais.

Frota Total por Tipo de Combustível
(Em milhões de veículos)

Elaborado pela FG/A Fonte: ANFAVEA – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores

Considerando vendas anuais de 2 milhões de veículos Brasil, sendo 95% das vendas em veículos flex, a frota flex representará aproximadamente 90% da frota total do Brasil em 10 anos. Ainda que a pandemia do Covid-19 tenha afetado de maneira relevante os indicadores de 2020, a gradual retomada da economia deve recolocar as vendas de veículos nesse patamar nos próximos anos. Vale destacar que o Brasil já comercializou 3,4 milhões de veículos leves no ano recorde de 2012.

Açúcar

Estimativas projetam um rápido crescimento do consumo de açúcar, impulsionado pelo crescimento populacional (população mundial total pode chegar a 9,7 bilhões de habitantes em 2050, segundo o Banco Mundial) e pelo crescimento da demanda.

O aumento da demanda estará relacionado ao crescimento do poder aquisitivo e à migração de populações rurais para áreas urbanas, onde o consumo de açúcar tende a ser maior. A população urbana deve aumentar em cerca de 1 bilhão até 2030, segundo dados divulgados pelo Banco Mundial.

Fatores de Crescimento da Demanda Mundial de Açúcar (2009-2028E)
(Em milhões de toneladas)

Elaborado pela FG/A Fonte: OECD-FAO Agricultural Outlook 2019-2028 / World Bank DataBank Health Nutrition and Population Statistics

Tal migração leva a projeções de crescimento urbano muito maiores do que projeções para o crescimento médio populacional, e estima-se que o consumo mundial de açúcar atinja 203 (duzentas e três) milhões de toneladas em 2028. A demanda mundial de açúcar cresce continuamente à uma taxa média de 1,59% a.a. (um inteiro e cinquenta e nove por cento ao ano) desde 2009 e tem perspectivas de manter esse crescimento até 2028, segundo a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (“OECD”) e a Food and Agriculture Organization da Organização das Nações Unidas (“FAO”).

Considerando o período entre 2019 e 2028, o crescimento da demanda é estimado em 1,54% (um inteiro e cinquenta e quatro por cento) ao ano, em média. Dentre os fatores que dão sustentação a esse crescimento na próxima década, podemos destacar: i) crescimento do consumo per capita; e ii) crescimento da população mundial.

Histórico e Projeção da Demanda Mundial de Açúcar (2009-2028E)
(Em milhões de toneladas)

Elaborado pela FG/A Fontes: OECD-FAO Agricultural Outlook 2016-2025

Até o ano de 2015, o mercado mundial de açúcar viu um período de oferta mundial superior à demanda, fruto do aumento de oferta por parte de alguns países, especialmente o Brasil, que priorizou a produção de açúcar em detrimento ao etanol por conta da rentabilidade de cada commodity. Essa situação levou a uma queda nos preços de açúcar. No entanto, o balanço mundial da safra 2019/20 já reflete uma reversão desse cenário, com demanda superior à produção, motivada principalmente pela redução da produção da Índia em 7 (sete) milhões de toneladas, devido à redução de subsídios para produção da commodity e à redução da produção da Tailândia em 2 (dois) milhões de toneladas de açúcar, visto que outras culturas se mostram mais rentáveis no país, como, por exemplo, a produção de mandioca. Isso deve ocorrer, mesmo em uma safra que o Brasil deve incrementar sua oferta de açúcar em 8 (oito) milhões de toneladas.

Déficit / Superávit de Açúcar Mundial
(em milhões de toneladas)

Elaborado pela FG/A Fonte: ISO e THE ICE

Dado que a maioria dos produtores de açúcar podem optar por produzir etanol, e a flexibilidade que os produtores nacionais possuem para alteração do mix de produção, a oferta mundial de açúcar é influenciada pela atratividade do etanol oriundo da cana-de-açúcar no Brasil e as arbitragens que podem ser feitas pelos produtores brasileiros.

Mix de Produção no Centro-Sul
Elaborado pela FG/A Fonte: UNICA e FG/A

Cenário de Preços

Os preços do açúcar são fortemente dependentes do mercado internacional, já os preços do etanol são majoritariamente ditados por características locais, segundo informações da Companhia Nacional de Abastecimento (“CONAB”).

Assim, observa-se uma dinâmica em que preços mais vantajosos de um produto podem levar ao aumento de sua oferta por parte dos produtores, através do ajuste do mix de suas fábricas, por exemplo, aumentando sua oferta e, consequentemente, ocasionando a redução dos preços de mercado do mesmo e o reequilíbrio da situação.

O preço de comercialização do açúcar no Brasil é formado, principalmente, pelo preço da commodity no mercado internacional, representado pelos valores negociados na bolsa de Nova York (“NY Sugar#11”), e pela taxa de conversão do dólar para reais.

O gráfico abaixo apresenta a evolução histórica do preço mundial do açúcar desde 2010 e o efeito dos déficits mundiais das safras 2015/16 e 2016/17 sobre o preço mundial de açúcar.

Histórico do Preço mundial do açúcar desde 2010
Elaborado pela FG/A Fonte: ISO e THE ICE

A nova política de preços da gasolina da Petrobras, somada ao aumento nos preços de açúcar observado a partir de 2015, resultaram em relevante aumento nos preços praticados para o etanol no mercado interno nos últimos anos. Comparando a evolução dos preços médios da safra 2015/16 para a safra 2019/20, o aumento foi de 22% (vinte e dois por cento).

Nesta safra, por sua vez, com os efeitos da pandemia de COVID-19 e a subsequente crise do petróleo tivemos um derretimento dos preços do combustível fóssil que, apesar da desvalorização do real observada, gerou impactos fortes nas perspectivas de preços para o etanol hidratado no Brasil. Com a redução da tensão entre os grandes produtores e a chegada em um acordo, os preços do petróleo vem se recuperando desde o final de abril melhorando os horizontes de preços para o biocombustível. Os preços da safra 2020/21 até o final de abril apresentaram uma redução de 25% (vinte e cinco por cento) comparado ao mesmo período da safra anterior, porém com um cenário de preços de petróleo mais construtivo e recuperação da demanda do ciclo otto após o Brasil superar as dificuldades atuais da pandemia, os preços do etanol hidratado devem se recuperar ao menos parcialmente quando comparados aos preços da safra 2019/20.

Histórico do Preço do Etanol no Mercado Doméstico Brasileiro desde 2015
(R$/m³)

Elaborado pela FG/A Fonte: ESALQ – Diário Paulínia

Em maio/20, o preço do açúcar em etanol equivalente, quando comparado ao preço do etanol à vista, paga um prêmio de cerca de 30% (trinta por cento). Desta forma, nesta safra, as companhias sucroenergéticas devem priorizar a produção de açúcar em detrimento ao etanol, buscando maior rentabilidade.

Preços Equivalente do Etanol e Açúcar e Prêmio do Açúcar

Elaborado pela FG/A The ICE NY11 e Bacen

Renovabio

O RenovaBio é a Política Nacional de Biocombustíveis, instituída pela Lei nº 13.576/2017. O principal instrumento do RenovaBio é o estabelecimento de metas nacionais anuais de descarbonização para o setor de combustíveis, de forma a incentivar o aumento da produção e da participação de biocombustíveis na matriz energética de transportes do país, incluindo metas de uso desses produtos e negociações de créditos de descarbonização (“CBios”) na bolsa de valores.

As metas nacionais de redução de emissões para a matriz de combustíveis foram definidas para o período de 2019 a 2029 pela Resolução CNPE nº 15, de 24 de junho de 2019. Segundo o Ministério de Minas e Energia, estima-se que, com a meta de redução de carbono, a demanda por etanol crescerá 76% (setenta e seis por cento) até 2028.

Elaborado pela FG/A Fonte: MME / ¹ Consulta Pública – Anexo da Nota Técnica nº12/2018/DBIO/SPG: Propostas de Metas Compulsórias Anuais de Redução de Emissões na Comercialização de Combustíveis – MME

Programas Socioambientais

Programa de Adequação Ambiental

O Programa de Adequação Ambiental da Usina Batatais já completou, até 2019, o plantio de 1,8 milhões de mudas de árvores em margens e nascentes de rios em fazendas que a empresa utiliza para plantio, incluindo áreas próprias, de fornecedores e parcerias. Essas regiões são consideradas Áreas de Preservação Permanente (APPs) e são protegidas por lei, até como necessidade de preservação da própria vida humana.

A empresa possui um viveiro próprio, localizado na cidade de Batatais - SP, com capacidade de produção de 55 mil mudas por ano. A iniciativa conta com a parceria do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal - LERF da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP).

Bola Bacana

O projeto foi elaborado através de um processo, em que o desenvolvimento esportivo do indivíduo esteja atrelado ao seu envolvimento nas atividades escolares. O esporte é a ferramenta de auxílio no processo educacional, social e de saúde do ser humano.

São desenvolvidas a prática de atividades de treinamento, nas modalidades Basquetebol, Futsal, Handebol e Voleibol.

Certificações

A Usina Batatais mantém um rigoroso padrão de excelência operacional, atendendo todos os requisitos exigidos pelo mercado, garantindo aos clientes e consumidores um produto seguro e de qualidade.

  • FSSC 22000


    A empresa é certificada desde novembro de 2013. A FSSC 22000 é reconhecida pela iniciativa global de segurança do alimento (GFSI). Isso permite que a organização utilize a norma FSSC 22000 para atender aos requisitos de diversos varejistas globais ou grandes marcas usando um único sistema de gestão da segurança de alimentos reconhecido internacionalmente.

  • ISO 22000


    Desde de 2012, a empresa é certificada pela norma, garantindo em toda cadeia produtiva, ou seja, da lavoura (cana-de-açúcar) até o consumidor final, todas as informações sobre matérias-primas, insumos, todos os tipos de materiais, que faça parte ou tenha influência em qualquer etapa do processo. Com base nestes dados é possível ter a rastreabilidade completa do produto final (açúcar), conseguindo assim identificar e controlar os possíveis riscos e perigos de contaminações existentes em um processo produtivo.

  • ETANOL MAIS VERDE


    O Certificado Etanol mais Verde faz parte do Protocolo Agroambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. O selo comprova que as empresas estão cumprindo o compromisso de produzir etanol de forma sustentável, respeitando os recursos naturais e controlando a poluição, sem descuidar da população da região e nem prejudicar o desenvolvimento regional.

  • Energia Verde


    A Usina Batatais é certificada no Energia Verde, programa que reconhece as usinas por atender os critérios de eficiência energética, que inclui a utilização de combustível renovável a partir da cana-de-açúcar tornando-se uma unidade autoprodutora de bioenergia.

  • RenovaBio


    A Usina Batatais é certificada no RenovaBio, programa que permite emitir e comercializar créditos de descarbonização (CBIOS). O principal instrumento do RenovaBio é estabelecer metas nacionais de descarbonização para o setor de combustíveis, de forma a incentivar o aumento da produção e da participação de biocombustíveis na matriz energética de transportes do País